28 julho, 2006

Luz

Luz*

Sem nunca sequer falar-lhe
Pude ver um brilho em ti
Uma luz que Deus vive a me mostrar
Um alguém que revela-se tão lindo a mim
Um olhar que invade ate meus sonhos
Alguém que eu nem conheço
E que também não me conheces
Mas que desperta por dentro
Algo que eu nem sei dizer
Só sei que é doce e amargo ao mesmo tempo
Duro e bonito
Rápido e veloz
Como a chuva que cai e pesa
Sobre flores e perfumes
Mas também é lento e leve
Como o vento mais calmo
E o toque mais suave
É como o ébano mais negro
E alvo como a neve mais límpida
Quando eu olho pra seus olhos
Que transmitem tanta paz
Minha alma se põe leve
E parece descansar
Vivo a ouvir tua voz
No silencio de minha mente
Me pego pensando em ti
E é como uma semente
Que brota em meu coração
Ao ouvir tua voz doce
Que soa como mel suave
De flores que almejam carinho
Eu sou como a noite escura
Ininteligível e carente de luz
Que procura entre as trevas
A luz que eu possa enxergar...
... que só eu possa enxergar!
E assim como Deus tem me dito
Eu quero lhe confessar
Que essa luz em meio às trevas
Esse brilho que se preza
Encontrei em teu olhar.

Milene Szilagyi

(2006-01-19)

Nenhum comentário: