28 julho, 2006

Sem Descrições

Sem Descrições*

Se eu pudesse dizer em palavras
O quanto amo você
Já não seria amor
Não sei o que é ódio
Não sei o preço de amar
É algo raro
É água no deserto
É luz da escuridão
O oásis do sertão
É a vingança doce
O orgulho engraçado
A inveja disfarçada
O ciúme prazeroso
O vicio que cura
O tiro que não perfura
Fogo apagado
Estrela da manhã L
agrimas sem dor
Meu talismã
É você meu amor

É algo que queima
Incendeia
Que surge
Que ruge
Que grita
Esperneia
É algo que vê
Que crê
É algo que vive
Que flori
Mas que ao mesmo tempo
Mata
Machuca
É algo sublime
Alvo como a neve
Algo como o fogo
Algo que envaidece
É gentil
É leve
É claro
Não ferve
É como a censura disfarçada de cinema
Como a doçura disfarçada de amargura
Como água e óleo juntos
Como o possível impossível
O acreditável inacreditável
É o controlado incontrolável
É um azul mais que azul
É um amor mais que amor
E quero senti-lo pra sempre
Com, ou sem dor
Eu tenho o silencio pra ouvir
Tenho teu sorriso tão bonito assim
A certeza é mais que certa
Perfuma como jasmim
Quero você só pra mim
Quero você para sempre
Quero um começo sem fim!

Milene Szilagyi

(2003)

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