Vingança*
Você, tão perto, porem tão distante
Ao meu lado, te sinto tão longe
É como ter o papel e a caneta
Mas não ter palavras
Eu tenho tudo para te roubar
Menos coragem para encarar
Eu tenho lagrimas para enxugar
Tenho sangue para derramar
Mas não tenho espada para me cortar
E não tenho forças sequer pra chorar
Tenho o mundo para girar
Mas não tenho água para o sustentar
Eu tenho minha mão
E vejo o diamante
Se eu tenho o mundo
Mas nem tudo o que há nele me convém
Prefiro esperar o dia que receberei em dobro
Todo o amor que há guardado para mim
E vai ser o seu
E é um amor tão grande que hoje posso te dar
Mas lá no futuro
A ele você ira me implorar
E será uma pena que eu não poderei lhe ajudar
Ao contrario disso eu irei te desprezar
Tudo o que eu sofro hoje
Em dobro você sofrera
E isso você pode gravar
Cada palavra que eu digo
Será um grito que você vai dar
Será sua lagrima que ira escorrer
E disso não adianta tentar se esconder
E por mais que você negue
Tudo o que você me faz sofrer
Você ira com lagrimas se arrepender
No meu coração guardo tudo o que "era" pra você
Mas todo esse carinho e todo esse amor
Se transformara em ódio e em rancor
Outra pessoa eu não digo que ocupara seu lugar
Mas pode ter certeza que com muito arrependimento
Você a mim ira se humilhar
Ira chorar e ira me implorar
Por mais uma chance, pelo meu amor de volta
Mas quando este dia chegar
Meu amor já terá morrido há tempos
Teu amor por mim eu já não vou querer
E só sobrara o ódio que terei por ti
E meu desejo incomparável
De querer te ver morrer
Uma morte de dor, lenta
Uma morte triste e sangrenta
E será o meu sangue que você vai derramar
E a culpa que você ira carregar
Nem mesmo o demônio poderia suportar
E no dia da sua morte
O mundo ira se isolar
E será como minha reencarnação
Mas dessa vez virei forte
Para não mais me apaixonar!
Milene Szilagyi
(2004)
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